quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Ciclo Do Azoto

O ciclo do azoto é um processo químico natural, através do qual toxinas perigosas são convertidas em substancias menos nocivas e mesmo úteis, criando um meio aquático viável. Este ciclo atravessa três fases principais. Primeiro, as proteínas decompõem-se formando amoníaco (NH3), que é altamente tóxico. As fontes dessas proteínas são os excrementos dos peixes, expelidos pelo ânus, as trocas gasosas ocorridas na respiração, e a matéria orgânica em decomposição (bactérias, plantas, restos de comida, peixes mortos). Se o ciclo funcionar correctamente, o amoníaco será convertido em nitritos (NO2-), também tóxicos para a fauna, mas que se converterão nos mais benéficos nitratos (NO3-). Estes serão consumidos pelas plantas como fertilizantes, que no seu desenvolvimento fornecem nutrientes e oxigénio, completando assim o ciclo.

A Explosão Da Vida

Há cerca de 600 milhões de anos surgiram no oceano os primeiros animais pluricelulares (metazoários), pertencentes a um grupo do qual fazem parte as medusas. Estes animais possuíam corpo mole e, por necessitarem de mais energia que os seus antecessores, precisavam de teores de oxigénio mais elevados. A síntese de substancias necessárias à formação de carapaças só surgiu mais tarde e exigiu certamente um novo aumento de oxigénio. Nos 100 milhões de anos seguintes estabeleceu-se a maioria dos filos de animais existentes actualmente, incluindo os vertebrados.

A Evolução dos Peixes

Os primeiros vertebrados constituíram um grupo de peixes, semelhantes às lampreias – os ostracodermes.
Estes peixes primitivos não possuíam boca e tinham o corpo coberto por placas ósseas. A partir dos seus arcos branquiais evoluíram as mandíbulas dos restantes grupos de vertebrados.
Os peixes cartilagíneos e ósseos surgiram há cerca de 400 milhões de anos e evoluíram separadamente. Os primeiros incluem os tubarões, as raias e as quimeras. Os segundos compreendem todos os restantes grupos de peixes actualmente vivos. Os peixes ósseos dividiram-se em quatro grupos: os dipnóicos, que respiram por pulmões, existindo actualmente seis espécies vivas; os polipterídeos, um grupo de peixes de água doce que apenas existe em África; os actinopterígeos, peixes de barbatanas com espinhos, que dominam os oceanos actualmente, e, por fim, os crossopterígeos, que possuem barbatanas carnudas, exitindo pelo menos uma espécie viva.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ecologia


Área da biologia que se ocupa do estudo das relações que estabelecem entre os seres vivos e o meio que os rodeiam.

Ecossistema


Engloba a comunidade de seres vivos e o ambiente que os rodeia. Os ecossistemas são diferentes (uns são mais complexos, outros menos) mas existe entre vários deles transferências de alimento e energia.
Os ecossistemas, mesmo sem a interferência do Homem, estão em constante mudança. Todavia, as mudanças acontecem de forma muito lenta, havendo no entanto fenómenos naturais (fogos, furacões, etc.) que conduzem a mudanças rápidas nos ecossistemas. Os seres vivos que neles habitam adaptam-se às mudanças que ocorrem nos ecossistemas.

Origem da Vida


A vida surgiu no oceano, há cerca de 3600 milhões de anos, Nessa altura os continentes estavam a solidificar e a atmosfera era muito diferente da actual, praticamente sem oxigénio.
Os primeiros seres vivos eram unicelulares e assemelhavam-se às actuais cianobactérias.
O tempo decorrido entre a formação do planeta e o aparecimento das primeiras formas de vida foi de mil milhões de anos. As primeiras bactérias assimilavam compostos do meio ambiente degradando-os para obter energia. Para estas bactérias o oxigénio era letal e o facto da atmosfera primitiva ter contido um baixo teor deste gás foi determinante para a evolução de vida.